Animal não é mercadoria e saúde não é privilégio.
A população brasileira convive com uma grave e persistente negligência em relação à saúde pública dos animais de estimação. Falta atendimento clínico acessível, faltam postos públicos distribuídos pelo país e faltam exames diagnósticos básicos. Essa omissão resulta em sofrimento evitável, mortes precoces e riscos diretos à saúde pública. É fundamental destacar que o acesso à saúde animal deve ser universal. O serviço público veterinário e a oferta de vacinas múltiplas (como a V10 para cães e V5 para gatos) não devem ser restritos por critérios de renda, mas garantidos a todos os cidadãos como um direito básico. A imunização e o controle de doenças são pilares de segurança sanitária nacional; segregar o acesso por classe social é comprometer a eficácia de qualquer barreira epidemiológica. Infelizmente, essa universalização encontra resistência em lógicas de mercado que priorizam o lucro sobre a vida. Observa-se uma pressão para que a saúde animal permaneça restrita ao setor privado, t...